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O Laboratório de Metrologia da Madeira (LMM) realizou, ao longo do ano passado, 4.513 verificações a equipamentos. A funcionar desde 2000, ano em que foram verificados 485 equipamentos, o trabalho desta entidade tem vindo a desenvolver-se nos últimos anos, sendo que foi em 2008 que passou a barreira das três mil verificações anuais.
Da tutela da Direcção Regional de Comércio, Indústria e Energia, este Laboratório tem a competência de fazer o controlo metrológico (peso e medida), exigido por lei, a equipamentos, tais como as balanças, básculas (balanças industriais), postos de abastecimento de combustível, temporizadores dos parcómetros, parques de estacionamento e taxímetros, entre outros. «Este Laboratório está relacionado com a prestação de um bom serviço ao cidadão ao assegurar que os equipamentos estão calibrados correctamente», explicou a directora regional do Comércio, Indústria e Energia, Isabel Rodrigues.
A responsável salienta que a metrologia é uma área que, no quotidiano, as pessoas não se apercebem da sua importância, mas é uma garantia de que «quando vão deitar gasolina é mesmo um litro que é deitado no tanque» ou então se o consumidor realmente compra um quilo de vegetais, fruta ou legumes. Por isso, anualmente há a verificação obrigatória dos sistemas de pesos e medidas, estando ainda previstas averiguações extraordinárias no caso de avaria das máquinas. Após a verificação, o equipamento é selado e este não pode ser retirado. Se isso acontecer, é instaurado um processo-crime. «Isso nunca aconteceu, porque os próprios detentores começam a estar sensíveis» a esta questão e há empresas certificadas em que têm de ter planos de calibração e isto «dá confiança a quem consome», salientou a directora regional.
No caso do LMM, este está também acreditado através do ISO/IEC 17025 do Instituto Português de Acreditação.
Entidade privada calibra balanças
Desde 2009, que a Direcção Regional de Comércio, Indústria e Energia divide o trabalho nas verificações anuais de equipamentos com uma entidade privada, que foi qualificada para o efeito. Desde essa altura é uma empresa privada que está a calibrar as balanças e básculas da Região. «Acho que o serviço público deve servir para isto, ou seja, desde que o privado demonstre que o exercício de uma actividade é rentável, o governo não deve ficar com essa actividade e deve atribuir ao privado», comentou a directora regional, Isabel Rodrigues. A entidade é certificada pela Direcção Regional, bem como pelo Instituto Português de Acreditação e tem vistorias periódicas. Assim, a Direcção Regional dedica-se a áreas que não são rentáveis para os privados.
Controlo dos pré-embalados
O controlo dos pré-embalados é uma aposta recente da Direcção Regional de Comércio, Indústria e Energia. Desde 2010, que os os técnicos do Laboratório de Metrologia da Madeira (LMM) ajudam as indústrias na Região a verificar se a quantidade de produto a colocar nas embalagens é a exacta. Segundo Isabel Rodrigues, esta é uma verificação fundamental, principalmente nos produtos para exportação, como são o caso dos vinhos, massas, rebuçados, entre outros.
Neste momento, o LMM ainda não consegue abarcar todo o universo industrial regional, mas nas empresas contempladas com este serviço «a receptividade é muito positiva», garantiu a responsável. Com este serviço, nem o cliente, nem o empresário são prejudicados.
Quatro técnicos fazem as verificações
As verificações metrológicas aos equipamentos são feitas anualmente por uma equipa que é constituída por quatro técnicos. Na grande maiora das verificações, os técnicos têm de se deslocar às empresas, lojas ou serviços. No entanto, no caso dos manómetros industriais a calibragem é feita no LMM.
Qualidade também pode ser medida
A metrologia é um dos subsistemas do Sistema Português da Qualidade, a par da qualificação e da normalização. Para Isabel Rodrigues, «quando se aborda sobre a qualidade fala-se poco em metrologia e acho que é importante mostrar que a qualidade também se mede e que no dia-a-dia, tudo o que nós utilizamos é medido e não temos a noção disso, a começar pelo tempo», exemplificou a directora regional. Para tal, os sistemas que trabalham com pesos e medidas têm de estar bem calibrados para que tudo funcione bem.
Marília Dantas
in Jornal da Madeira | Região | 26 de Janeiro de 2012
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